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Desabafos da Alma

Hoje passei por uma montra de uma ourivesaria e parei a olhar as jóias bonitas que tinham, lembro-me de uns fios em prata rosa com zircónias e pensei:

todas as mulheres no mundo merecem ter uma jóia.

Não uma jóia para ostentar, por causa da moda ou do materialismo, mas uma jóia que lhes permita olhar para ela e sorrir. Uma jóia que gostassem verdadeiramente. Oferecida por alguém muito querido ou por elas próprias como sinal do seu amor próprio.

Não pensei em jóias de diamantes, caríssimas, até por que as que eu estava a ver eram simples e nessa simplicidade eram grandiosas, delicadas, sofisticadas e elegantes. O design foi feito com bom gosto. Foi este pensamento que me passou pela cabeça. Uma jóia que representasse um sentimento quente e verdadeiro no coração, algo verdadeiramente querido e que durasse a vida toda e que um dia pudéssemos oferecer a quem mais amamos e desta forma espalhar o amor de forma tão pura, simples e singela como o amor deve ser.

Lembro-me que tenho duas ou três peças que gosto muito.

  • O meu anel de noivado, muito simples com uma pérola, mas pleno em simbolismo e sentimento. Foi o primeiro anel que a minha sogra comprou com o primeiro ordenado. E num ato altruísta e de amor, concedeu-o ao meu agora marido para que o amor perpetuasse e o desapego tomasse proporções perfeitas.

 

  • Outra peça foi-me dada pela minha sogra, um fio muito simples, fino de malha veneza com uma zirconia à frente e uma chapinha onde está gravado o meu nome. Eu gosto mesmo destas peças simples e com brilho, tenho de admitir.

 

  • Tenho outra jóia que guardo com grande estima, foi-me oferecida pela mãe de duas meninas lindas, a Laura e a Leonor, quando terminou o final do ano letivo. Também é um fio fino e simples, prateado com um pendente de círculos, o círculo do meio é todo cravado a zircónias. Gosto de olhar para ele e lembrar-me do círculo da vida, simples, resistente, precioso e com muita luz.

Interessante como estas pessoas me conhecem bem e como as peças que mais gosto além de serem parte de mim, caraterizam-me.

O que escolhemos mostrar ao mundo somos nós.

Com mais ou menos ousadia, brilho ou cor. Somos nós e é assim que deverá ser. Devemos ser verdadeiros e nas nossas imperfeições alcançarmos a perfeição.

E devemos amar muito sem limites, sem medos ou esquemas.

Pronto, não me perguntem porquê mas senti a necessidade de partilhar isto com vocês sobre algo que me encheu a alma hoje.

Muitos beijinhos de Graz, com amor.

Xoxo,

Cátia

 

Psiuuu: Queres partilhar qual a tua peça favorita, o teu momento preferido e porquê?

Gostava muito de saber ♥

Deixa o teu desabafo da alma nos comentários.

 

 

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